Cruzeiro perde para Atlético no Horto, mas se classifica para as semifinais da Copa do Brasil

  • 01/07/2019
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Cruzeiro perde para Atlético no Horto, mas se classifica para as semifinais da Copa do Brasil

Foi com emoção até o final. Precisando vencer por três gols de diferença para reverter a vantagem do Cruzeiro e levar a decisão para os pênaltis, o Atlético venceu o clássico por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Independência, mas não levou. Como a Raposa ganhou por 3 a 0 no jogo de ida, no Mineirão, o time celeste se classificou para as semifinais no placar agregado: 3 a 2.

Com o resultado, o Cruzeiro eliminou o rival pela primeira vez na história em competições nacionais e garantiu a classificação às semifinais da Copa do Brasil pela quarta vez consecutiva: 2016, 2017, 2018 e 2019.

No fim da partida, a torcida do Atlético aplaudiu os jogadores reconhecendo o empenho do time durante o clássico.

Nas semifinais, o Cruzeiro irá enfrentar o Internacional, que derrotou o Palmeiras nos pênaltis, em Porto Alegre, após vitória por 1 a 0 no tempo normal. O outro confronto será entre Athletico-PR e Grêmio, que superaram Flamengo e Bahia, respectivamente.

Agora, as equipes voltam as atenções para o Campeonato Brasileiro. No próximo sábado, às 17h, o Cruzeiro visita o Bahia, na Fonte Nova, pela 11ª rodada. Já o Atlético recebe o Fortaleza no domingo, às 16h, no Independência.

O jogo

O clássico começou antes do apito inicial do árbitro. O Cruzeiro divulgou a escalação com o mesmo time do jogo de ida. No entanto, quando os jogadores pisaram no gramado se viu a Raposa sem Ariel Cabral e Thiago Neves, que sentiram no aquecimento e foram vetados. No jogo contra o Botafogo, o volante sofreu um trauma no nariz, enquanto o meia sentiu um desgaste na panturrilha direita. Nas vagas entraram Orejuela e Fred.

Já o Atlético fez duas mudanças em relação ao clássico de ida, no Mineirão. Jair e Otero entraram nos lugares de Zé Welison e Luan.

Com maior posse de bola nos minutos iniciais e boa movimentação do trio Otero, Chará e Cazares, o Atlético imprimia correria, mas era pouco efetivo e, sem achar Alerrandro no comando de ataque, não conseguia machucar o time azul.

Com espaço para contragolpear, o Cruzeiro teve as primeiras boas oportunidades de abrir o placar: com Robinho, aos 17, e Patric, quase marcando contra aos 20, de cabeça, após bola alçada na área por Robinho. A equipe da casa respondeu forte com Elias, aos 25, pegando lançamento de voleio e obrigando Fábio a fazer grande intervenção.

O bonito chute do volante era um prenúncio do gol que sairia nove minutos depois. Com movimento semelhante, Cazares acertou um petardo em lance iniciado por Chará. O colombiano encontrou Patric, que cruzou da direita para Fábio Santos. Da segunda trave, o lateral tocou de cabeça buscando o meio da área, onde estava o equatoriano para abrir o marcador no Horto.

Na saída para o intervalo, o autor do golaço atleticano foi direto na resposta sobre como fazer para reverter a vantagem cruzeirense: "Temos que melhorar esse jeito de jogar e marcar mais dois". De volta para a etapa final, a mensagem parece ter sido captada pelo trio gringo de meias atleticanos, que voltou ainda mais abusado. Aos seis minutos, uma boa trama de Cazares e Otero com finalização do venezuelano passou raspando a trave esquerda de Fábio.

Aos 11, o técnico Rodrigo Santana quis ampliar ainda mais a intensidade de sua equipe, chamado Luan para o lugar de Elias. Mano Menezes respondeu de imediato, tirando Fred para a entrada de David, jogador de velocidade para tentar aproveitar uma presumível maior exposição da defesa adversária nos contra-ataques. Mas foi o Atlético que quase marcou aos 14, com Fábio Santos perdendo uma chance clara dentro da pequena área.

O jogo continuava em ritmo alucinante e, aos 18, na jogada mais polêmica do jogo, Pedro Rocha marcou para o Cruzeiro concluindo um belo contra-ataque. O lance foi para revisão do VAR após reclamação dos atleticanos de uma falta em Fábio Santos nas proximidades da área cruzeirense. O árbitro Flávio Rodrigues de Souza foi ao vídeo e acabou decidindo anular o gol, apontando falta na origem da jogada.

Antes, em meio a um princípio de confusão entre os jogadores, David e Alerrandro foram expulsos, deixando cada equipe com dez jogadores. Logo na sequência, Rodrigo Santana, que já trocara Geuvânio por Otero, sacou seu único volante, Jair, para a entrada do centroavante veterano Ricardo Oliveira. E o que era aplicação de parte a parte virou apenas força de vontade.

Pouco depois, aos 25, Geuvânio mandou uma bola no travessão. Depois deste lance, o time dono da casa, sem organização alguma, tentava furar a defesa do Cruzeiro, que, encastelado atrás da própria intermediária, apenas aguardava o fim do jogo para comemorar sua classificação.

A vaga nas semifinais viria, mas não sem um grande susto antes. O lateral Patric acertou um belo chute da entrada da área e ampliou, aos 47 minutos, oferecendo ainda uma última esperança aos torcedores atleticanos no Independência. O placar, porém, não mudou mais e o time que tem seis títulos no torneio chegou a mais uma semifinal em sua vencedora história na Copa do Brasil.

Atlético 2 x 0 Cruzeiro

Atlético: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Jair (Ricardo Oliveira), Elias (Luan), Otero (Geuvânio), Cazares e Chará; Alerrandro. Técnico: Rodrigo Santana

Cruzeiro: Fábio; Orejuela, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Romero, Robinho (Jadson), Marquinhos Gabriel e Pedro Rocha; Fred (David). Técnico: Mano Menezes

Motivo: jogo de volta – quartas de final da Copa do Brasil
Data: 17 de julho de 2019, quarta-feira, às 19h15
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)

Gols: Cazares (34’/1º), Patric (47’/2º)

Cartão Amarelo: Egídio, Robinho, Pedro Rocha, Fábio (Cruzeiro); Jair, Cazares, Ricardo Oliveira, Luan (Atlético)
Cartão Vermelho: Alerrandro (Atlético); David (Cruzeiro)

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
VAR: Thiago Duarte Peixoto (SP)

Público: 22.145 torcedores
Renda: R$ 1.352.396,00

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